Serena vem a lua,
Que a sombra se insinua;
E a brisa vem dizer
Teu nome, meu viver.
Teu beijo me suspende,
Que ao céu minh’alma rende;
E o tempo que se vai
Só pede: amai, amai!
Se o vento me desvia,
Em ti minh’alma fia;
Que a dor que me acompanha
No peito não se estranha.
E a noite, ao se calar,
Te chama, meu luar;
Que ao vento vem correr
E em mim te faz viver.
