Assim como cantam os passarinhos,
E o sol desperta em luz no amanhecer,
Assim teus lábios doces e sozinhos
Fazem o meu coração florescer.
No riso teu encontro mil caminhos,
E em cada olhar sinto renascer
O amor que pulsa em meus versos, e fins
De todo temor, só quero te ver.
E resta ao coração em paixão intensa
Declarar-te amor e devoção,
Em linhas de vida que a alma compensa.
Oh, Bela amada, minha emoção,
Em teu cuidado encontro a crença
Da primavera viva em meu coração.
II
Quem ama assim, em zelo se derrama,
Como o rio que transborda sem parar,
E em teus cuidados sinto a chama
Que me aquece e me ensina a amar.
Teu riso é primavera que proclama
A beleza do mundo a cintilar,
E cada gesto teu em luz se trama,
A me fazer inteiro te adorar.
Ó Bela amada, encanto infinito,
Em teu carinho encontro a razão,
Meu coração por ti sempre aflito.
Em cada verso deixo a emoção,
Pois és meu abrigo e meu deleito,
Minha alegria, meu canto, meu chão.
III
Saudade que queima em meu peito ardente,
Transpassa o coração em solidão,
E faz do amor um rio incandescente,
Que corre e flui com força e paixão.
Procuro a resposta, mas é ausente,
Não está acolá, nem em explicação,
Pois só se sente no amor latente,
Que corre livre, sem qualquer prisão.
E cada lágrima é ponte de esperança,
Que liga meu querer ao teu viver,
E nos teus olhos encontro a bonança.
Assim me perco só por te querer,
E cada dia em ti minha lembrança
Vem como aurora pronta a florescer.
IV
Amor que transborda, doce e profundo,
Rios de águas vivas em teu ser,
Levam minha alma a outro mundo,
Onde só existe o teu bem-querer.
Teu sorriso ilumina todo o fundo
Do meu coração, sem nada temer,
E sinto que o tempo em torno do mundo
Só faz meu amor por ti renascer.
Ó Bela amada, minha luz, meu abrigo,
Em cada verso deixo meu sentir,
E em cada rima meu eterno amigo.
Assim me entrego sem nunca fugir,
Pois és meu destino, meu melhor amigo,
Meu céu, meu sol, meu motivo de existir.
