Amizade

Primeiro Amor

Em tardes distantes recordo o começo, quando eras apenas visão tão suave.
O peito batia em descompassado, e o sonho nascia qual fonte na nave.
O riso era leve, e o mundo tão novo, e o corpo tremia qual folha na ave.
E tudo era belo, e tudo era vida, e a sede de amar se tornava uma chave.

Teu nome soava qual música pura, que vinha do céu e caía na terra.
E o chão se fazia caminho sagrado, e o medo calava, e a dor se encerrava.
Teu rosto brilhava no fundo da mente, e o tempo parava, e o sonho esperava.
E a vida se enchia de novas promessas, e o peito clamava por ti, doce estrela.

Nos lábios primeiro toquei teu sorriso,
E o céu se abriu num brilhante paraíso,
Que fez da saudade um prazer tão divino.

No sopro primeiro senti tua chama,
E o corpo queimou-se de tanta derrama,
De amor que corria qual vinho cristalino.

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