Vem, chama que me guia,
Na noite mais sombria;
Que o vento, quando sopra,
Doceza em mim recobra.
Se é doce o teu calor,
No peito nasce a flor;
E ao sol da madrugada,
Minha alma é tua morada.
Teu beijo é meu destino,
Que ao mundo faz divino;
E a vida em ti repousa,
Ó minha eterna esposa.
No tempo que me resta,
Serei tua promessa;
E ao céu que me conduz,
Eu sigo a tua luz.
