Amizade

Voz do Silêncio

No fundo da noite te ouço chamando, e o vento me leva até tua janela.
As estrelas sorriem ao ver-me passando, trazendo à minh’alma lembrança tão bela.
O mundo se cala, e o som se desfaz, quando ouço teu nome em canção tão singela.
E o peito responde em suspiro profundo, que ao céu se eleva, tornando-se vela.

Teus olhos me fitam, e o céu se ilumina, rasgando a cortina do breu mais fechado.
E o medo se apaga, e a dor se dissipa, e o corpo renasce no fogo sagrado.
Teu toque é remédio que cura a ferida, que o tempo deixou no meu peito cansado.
E a vida se enche de cores e risos, pintando horizontes num quadro dourado.

No brilho da face me perco e me acho,
E o mundo se torna um jardim sob o cacho
De flores que caem dos ramos floridos.

No beijo se apaga tormenta e pecado,
E a noite se torna banquete sagrado,
Em taças de vinho de céus conhecidos.

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