Lembro-me do dia em que o amor me tomou, tão súbito e forte que o corpo estremece.
Teus olhos brilhavam qual sol na montanha, trazendo calor que jamais se esquece.
O peito batia em cadência tão viva, que o mundo parava, que a vida enobrece.
E o riso surgia em teus lábios tão finos, fazendo da dor uma coisa que desce.
Teus dedos tocavam minha face em ternura, e a carne queimava qual chama primeira.
E o sonho surgia no meio da tarde, tornando a paisagem canção verdadeira.
E o tempo se fez um eterno presente, que a vida guardava na forma mais pura.
E o corpo cedia ao desejo tão doce, que faz da paixão uma luz derradeira.
No toque primeiro senti teu calor,
E o peito queimava na chama do amor,
Que nunca se apaga, que sempre me guia.
Se o mundo ruísse, eu iria contigo,
Pois sei que no fim teu peito é meu abrigo,
E nele repousa a minha alegria.
