No fundo do bosque plantei minha esperança, e o sol abençoa a semente que cresce.
Teu nome ressoa na fonte que canta, chamando a minh’alma que nunca fenece.
Teus olhos são farol que guia meus passos, mostrando o caminho que o sonho tece.
E o peito se inflama de amor tão divino, que rompe as muralhas que o mundo erguesse.
Nos campos distantes o vento sussurra, trazendo o teu riso que a vida me empresta.
A noite se enche de estrelas tão puras, que fazem da terra um banquete de festa.
E o corpo responde ao calor que tu trazes, e a dor se transforma na coisa mais lesta.
E a vida se curva a teus lábios tão santos, que tornam o instante canção manifesta.
No fundo do bosque te espero serena,
E a lua testemunha essa cena,
Que faz do silêncio um poema encantado.
E mesmo que o tempo se apague no vento,
Meu peito guardará no mais puro intento
O nome sagrado do ser adorado.
