Na lua confesso o que trago no peito, segredo que guarda a paixão verdadeira.
Teu rosto reflete na face da lua, tornando a saudade canção derradeira.
O vento repete teu nome em meus sonhos, trazendo a lembrança tão doce e primeira.
E a noite se cobre de véus cintilantes, mostrando que o amor é a única bandeira.
No campo sozinho escuto teu riso, que chega de longe qual brisa suave.
E o corpo se aquece ao sentir tua essência, que corre nas veias qual vinho na nave.
O sonho me leva a teus braços tão puros, e o peito se entrega, e o medo se lave.
E o mundo se torna refúgio divino, e o tempo se quebra qual frágil enclave.
No brilho dos céus te contemplo serena,
E a lua me guia qual doce morena,
Que acende na noite um farol de ternura.
E mesmo se a morte tentar me levar,
O sonho persiste e me faz te encontrar,
No lume que guarda a paixão mais segura.
