Esperança, Tempo

Doce Ferida

Ferida em mim ficou
Por onde a brisa passa,
E em mim se derramou
Saudade que não cessa.

Teu riso me seduz,
Que a tarde faz mais bela,
Teu beijo é minha cruz,
E a vida em ti se vela.

Amada, vem me ouvir,
Que ao vento clamo agora;
Não deixes que se esgore
Meu tempo de sorrir.

E o tempo que me dá
O sopro que é só teu,
Me leva ao sonho meu
De ser quem te terá.

Esperança, Liberdade

Olhar de Seda

De seda é teu olhar,
Que à dor me adormece;
Que ao peito faz calar,
E o amor me enriquece.

Que doce é teu sorrir,
Que ao mundo desfalece;
Meu céu é teu florir,
Que a vida em mim aquece.

Amor, de ti não fujo,
Que o tempo só me prende;
E em ti meu sonho estende
A luz do afeto puro.

Se é meu destino amar,
Amar-te é meu tesouro;
E bebo o teu decoro
No vento, em todo o mar.

Esperança, Sonhos

Saudade Eterna

Saudade vem soprar
No peito que é ferido;
E faz o meu chorar
Ser riso dolorido.

Teu nome é oração,
Que a noite me consola;
E a minha solidão
No vento te desola.

Amada, vem, me escuta,
Que o céu já me reclama;
E a vida em mim inflama
Paixão que é absoluta.

De ti não sei partir,
Pois sou de ti somente;
E ao tempo eternamente
Prometo em ti sorrir.

Esperança, Liberdade

Chama Viva

Vem, chama que me guia,
Na noite mais sombria;
Que o vento, quando sopra,
Doceza em mim recobra.

Se é doce o teu calor,
No peito nasce a flor;
E ao sol da madrugada,
Minha alma é tua morada.

Teu beijo é meu destino,
Que ao mundo faz divino;
E a vida em ti repousa,
Ó minha eterna esposa.

No tempo que me resta,
Serei tua promessa;
E ao céu que me conduz,
Eu sigo a tua luz.

Esperança, Tempo

Ventos do Destino

Os ventos vão soprar,
No peito vão ficar;
Que a vida me renova
No sonho que me prova.

Que doce é te querer,
Que a noite vem trazer;
E em véus de fantasia,
Meu peito em ti se guia.

Amada, és meu norte,
Que ao tempo vence a sorte;
E o mundo ao teu redor
Reflete o meu amor.

Se a vida em ti se faz,
Meu peito é tua paz;
E o vento que me vem,
Só chama por teu bem.

Tempo

Flor do Meu Silêncio

Silêncio me tomou,
Que ao peito se guardou;
E a noite em mim ficou,
Que a dor em flor brotou.

Teu riso me acendeu,
Que o vento me envolveu;
E a brisa no jardim
Trouxe o perfume a mim.

Se o tempo me condena,
De amar-te a dor é plena;
Mas nunca, em meu sofrer,
Deixarei de querer.

Que doce é ser de ti,
Do mundo me perdi;
E no teu coração
Achei a direção.

Natureza

Noite Serena

Serena vem a lua,
Que a sombra se insinua;
E a brisa vem dizer
Teu nome, meu viver.

Teu beijo me suspende,
Que ao céu minh’alma rende;
E o tempo que se vai
Só pede: amai, amai!

Se o vento me desvia,
Em ti minh’alma fia;
Que a dor que me acompanha
No peito não se estranha.

E a noite, ao se calar,
Te chama, meu luar;
Que ao vento vem correr
E em mim te faz viver.

Natureza

Promessa ao Tempo

Ao tempo prometi
Que sempre és parte em mim;
E em ti me converti,
Amor sem ter o fim.

Teu riso me perdoa,
Que a noite me abençoa;
E a brisa me confessa
A dor que é só promessa.

Eterna é minha chama,
Que ao vento te proclama;
E o peito que é ferido
Só pede ser ouvido.

Amada, vem, repara
A dor que se declara;
E ao mundo vou dizer:
Só sei em ti viver.

Natureza

Coração ao Vento

Coração vai gritar,
Que ao vento quer falar;
E a noite vem ouvir
O quanto é meu porvir.

Teu beijo é minha sorte,
Que ao tempo vence a morte;
E em ti o meu sofrer
Se torna o meu viver.

Amada, és meu abrigo,
Que ao mundo faz sentido;
E a vida que me resta
É tua, pura e honesta.

Que os ventos venham mais,
Que a noite seja paz;
E ao céu vou declarar:
Só sei de ti amar.

Natureza

Cântico da Amada

Princesa tão bela, que encanta a minh’alma ferida de amor em silêncio profundo.
Nos lábios se esconde o perfume que acalma, trazendo a esperança ao meu terno mundo.
Teus fios dourados se movem ao vento, tecendo na noite um feitiço fecundo.
E o doce teu riso me prende no tempo, fazendo da dor um prazer tão fecundo.

Nos campos distantes te busco no sonho, e a lua me guia por trilhas de encanto.
Tão leve caminhas, que o chão fica alheio, o vento se curva ao teu passo manso.
Teu nome é canção que ressoa no peito, chamando por ti quando a noite é pranto.
E a vida renasce ao sentir-te tão perto, rompendo as amarras do frio e do espanto.

Nos braços teus olhos são farol que guia,
No sopro suave me entrego ao teu dia,
E o mundo se rende ao poder do teu riso.

Se a morte me toma, te levo comigo,
Pois mesmo no além hei de ser teu abrigo,
E o amor será sempre o meu paraíso.