Natureza

Jardim do Encontro

No campo florido te espero, e respiro perfume que traz teu calor tão sereno.
As rosas se abrem ao ver-te passando, e o mundo se curva ao teu passo pequeno.
Nos ares se ouve canção de alegria, e o vento se torna teu servo terreno.
Teu riso desperta a manhã mais brilhante, e o céu se reveste de um brilho ameno.

Te busco na tarde que cai lentamente, e o sol se despede com beijo em teus fios.
A sombra se alonga, mas sinto-te perto, e a noite se enche de cânticos pios.
Teu nome é estrela que brilha em meu peito, guiando meus passos em vales vazios.
E o sonho me toma, levando minh’alma por céus e caminhos tão claros e frios.

No toque dos lábios a vida começa,
E o corpo se rende, se agita, confessa,
Que em ti se concentram meus dons mais secretos.

No sopro do amor se dissipa a agonia,
E a carne se entrega em febril fantasia,
Nos braços que envolvem meus sonhos completos.

Natureza

Perfume de Jasmim

Teu cheiro de jasmim percorre a noite, trazendo memórias de tempos distantes.
E a lua contempla teu passo tão leve, guardando segredos de amores constantes.
Os ventos te chamam, e o campo responde, com vozes suaves, canções delirantes.
E o riso da terra se ergue em teu nome, quebrando silêncios de noites cortantes.

Te busco no canto da fonte escondida, e as águas sussurram teu doce retrato.
A pedra reluz, refletindo tua face, que faz do deserto um jardim de fato.
E o corpo estremece ao pensar no teu toque, que torna o impossível tão delicado.
Então me ajoelho, pedindo ao destino que guarde teu riso, teu ser tão amado.

Na febre da noite, teu sopro me invade,
E a chama se acende, me leva à saudade,
Que torna o presente mais doce e mais belo.

Se o tempo me afasta, te busco em delírio,
E a vida se encontra num sonho que é lírio,
Que brota no campo ao tocar teu cabelo.

Amizade

Voz do Silêncio

No fundo da noite te ouço chamando, e o vento me leva até tua janela.
As estrelas sorriem ao ver-me passando, trazendo à minh’alma lembrança tão bela.
O mundo se cala, e o som se desfaz, quando ouço teu nome em canção tão singela.
E o peito responde em suspiro profundo, que ao céu se eleva, tornando-se vela.

Teus olhos me fitam, e o céu se ilumina, rasgando a cortina do breu mais fechado.
E o medo se apaga, e a dor se dissipa, e o corpo renasce no fogo sagrado.
Teu toque é remédio que cura a ferida, que o tempo deixou no meu peito cansado.
E a vida se enche de cores e risos, pintando horizontes num quadro dourado.

No brilho da face me perco e me acho,
E o mundo se torna um jardim sob o cacho
De flores que caem dos ramos floridos.

No beijo se apaga tormenta e pecado,
E a noite se torna banquete sagrado,
Em taças de vinho de céus conhecidos.

Amizade

Primeiro Amor

Em tardes distantes recordo o começo, quando eras apenas visão tão suave.
O peito batia em descompassado, e o sonho nascia qual fonte na nave.
O riso era leve, e o mundo tão novo, e o corpo tremia qual folha na ave.
E tudo era belo, e tudo era vida, e a sede de amar se tornava uma chave.

Teu nome soava qual música pura, que vinha do céu e caía na terra.
E o chão se fazia caminho sagrado, e o medo calava, e a dor se encerrava.
Teu rosto brilhava no fundo da mente, e o tempo parava, e o sonho esperava.
E a vida se enchia de novas promessas, e o peito clamava por ti, doce estrela.

Nos lábios primeiro toquei teu sorriso,
E o céu se abriu num brilhante paraíso,
Que fez da saudade um prazer tão divino.

No sopro primeiro senti tua chama,
E o corpo queimou-se de tanta derrama,
De amor que corria qual vinho cristalino.

Amizade

Beijo do Destino

No dia em que vi teu olhar me chamando, senti que o destino guiava meus passos.
No peito nasceu tempestade de fogo, rompendo cadeias, quebrando embaraços.
Tuas mãos tocaram meu ser em silêncio, e a noite se fez um banquete de laços.
E o mundo girava num ritmo estranho, mostrando que o amor superava os cansaços.

A vida mudou quando ouvi tua voz doce, chamando-me ao longe com tom tão sereno.
E o peito voava por céus infinitos, buscando teus lábios no canto pequeno.
No sonho te encontro, e o corpo estremece, sentindo o calor do teu beijo ameno.
E a vida se enche de riso e de luz, tornando o deserto num campo terreno.

No toque primeiro senti tua chama,
Que acende no peito a paixão que inflama,
E o mundo se torna um jardim de esperança.

Se o tempo me afasta, não finda o desejo,
Pois mesmo distante te busco em meu beijo,
E o amor renasce no sonho que avança.

Amizade

Confidências

Na lua confesso o que trago no peito, segredo que guarda a paixão verdadeira.
Teu rosto reflete na face da lua, tornando a saudade canção derradeira.
O vento repete teu nome em meus sonhos, trazendo a lembrança tão doce e primeira.
E a noite se cobre de véus cintilantes, mostrando que o amor é a única bandeira.

No campo sozinho escuto teu riso, que chega de longe qual brisa suave.
E o corpo se aquece ao sentir tua essência, que corre nas veias qual vinho na nave.
O sonho me leva a teus braços tão puros, e o peito se entrega, e o medo se lave.
E o mundo se torna refúgio divino, e o tempo se quebra qual frágil enclave.

No brilho dos céus te contemplo serena,
E a lua me guia qual doce morena,
Que acende na noite um farol de ternura.

E mesmo se a morte tentar me levar,
O sonho persiste e me faz te encontrar,
No lume que guarda a paixão mais segura.

Amizade

Voz do Coração

No fundo do peito ressoa teu nome, chamando-me sempre na noite silente.
Teu riso é canção que transforma a tristeza, e faz do sofrer um prazer permanente.
Teus olhos são luz que clareia caminhos, e torna o destino mais brando e clemente.
E o corpo responde ao calor que tu trazes, e o sangue circula num pulso ardente.

Te busco nas ruas que o tempo apagou, e a sombra se curva ao sentir tua dança.
A terra suspira ao sentir tua vinda, e a vida renova a esperança que avança.
E o vento se alegra ao tocar teus cabelos, que brilham qual ouro na tarde que cansa.
E o sonho me leva ao teu peito macio, tornando a saudade uma doce lembrança.

No sopro ressoa teu nome sagrado,
E o peito se enche de riso encantado,
Que rompe os grilhões do tormento profundo.

Se a vida é batalha, tu és minha espada,
Que corta o desgosto e me torna em jornada
O herói que te busca no fim de seu mundo.

Amizade

Fonte

Em fonte escondida me deito e recordo do dia em que o amor floresceu no caminho.
Teu riso soava qual canto divino, chamando meu ser para além do espinho.
E o corpo tremia ao sentir tua vinda, e o mundo se enchia de luz e carinho.
E a vida ganhava um sabor diferente, tornando o deserto um jardim vizinho.

Teus dedos tocavam meu rosto em silêncio, e o medo sumia na noite tão fria.
O peito batia num pulso tão forte, que o céu se abria e a lua sorria.
E o tempo parava, o mundo calava, e o vento trazia canção de alegria.
E a vida corria em torrente de gozo, fazendo do instante a maior melodia.

No beijo primeiro bebi tua fonte,
E a sede acabou no sopé do teu monte,
Que fez de meu peito um altar de desejo.

No toque da carne senti tua chama,
Que nunca se apaga, que sempre me inflama,
E arde no corpo no ardor de teu beijo.

Amizade

Madrugada

No seio da noite te encontro em silêncio, e a lua me envolve em seu manto de prata.
Teus olhos me chamam num brilho tão doce, que a dor se desfaz, e o peito se mata.
Teu riso desperta a manhã no horizonte, que nasce no instante em que o corpo se aquieta.
E o vento me traz teu perfume tão claro, que o mundo se enche de luz que arrebata.

Te busco nas sombras, e a voz me conduz, chamando por ti na floresta fechada.
O medo se perde, o escuro se cala, e a senda se abre, de luz coroada.
E o peito se inflama de fogo sagrado, queimando a tristeza de forma encantada.
E a vida se entrega ao teu doce domínio, que torna minh’alma de amor saturada.

Nos lábios me encontro no teu paraíso,
E o céu se ilumina com teu próprio riso,
Que faz do universo um banquete divino.

Se o tempo nos prova, resisto contigo,
Pois sei que no fim teu calor é o abrigo
Que faz do destino um caminho cristalino.

Amizade

Sopro

Os ventos brincavam com teus longos fios, e a tarde dourava teu rosto tão belo.
No peito explodia canção de desejo, chamando-me sempre ao calor de teu zelo.
As aves calavam ao ver-te passando, e o mundo parava no doce flagelo.
E o riso surgia de dentro da terra, tornando o deserto um suave castelo.

Teus dedos tocavam meu rosto em ternura, e o corpo se erguia qual fonte de chama.
Os céus se abriam, as nuvens corriam, e a noite se enchia de luz que se inflama.
E o sonho nascia no meio da estrada, tornando o presente um caminho de fama.
E a vida sorria ao sentir teu abraço, que faz do sofrer um prazer que proclama.

No toque dos fios senti teu perfume,
E o peito queimava qual sol no estio, lume
Que nunca se apaga, que arde constante.

E o beijo primeiro roubou-me o sentido,
Deixando minh’alma num sonho perdido,
Que corre no peito qual rio incessante.