No seio da noite te encontro em silêncio, e a lua me envolve em seu manto de prata.
Teus olhos me chamam num brilho tão doce, que a dor se desfaz, e o peito se mata.
Teu riso desperta a manhã no horizonte, que nasce no instante em que o corpo se aquieta.
E o vento me traz teu perfume tão claro, que o mundo se enche de luz que arrebata.
Te busco nas sombras, e a voz me conduz, chamando por ti na floresta fechada.
O medo se perde, o escuro se cala, e a senda se abre, de luz coroada.
E o peito se inflama de fogo sagrado, queimando a tristeza de forma encantada.
E a vida se entrega ao teu doce domínio, que torna minh’alma de amor saturada.
Nos lábios me encontro no teu paraíso,
E o céu se ilumina com teu próprio riso,
Que faz do universo um banquete divino.
Se o tempo nos prova, resisto contigo,
Pois sei que no fim teu calor é o abrigo
Que faz do destino um caminho cristalino.
