Poemas

Último Juramento

Por fim te prometo no altar do infinito, amar-te na vida, na morte, na dor.
Teu nome carrego no fundo da alma, que nunca se cansa, que nunca tem cor.
Teus olhos são luz que clareia meus passos, e guia meu ser para o eterno fulgor.
E o peito se inflama de amor tão imenso, que faz do destino um eterno esplendor.

Nos campos distantes teu riso ecoava, chamando-me sempre ao calor do encontro.
A lua brilhava, as estrelas sorriam, pintando no céu teu divino contorno.
E o corpo cedia ao prazer tão supremo, que rompe as fronteiras e apaga o transtorno.
E a vida se enchia de festa e de canto, tornando o presente o mais lindo retorno.

Nos lábios te dou o meu último sim,
E o céu se abre em um hino sem fim,
Que sela o destino num pacto sagrado.

Se o tempo apagar cada passo que dei,
Ainda assim presa de amor ficarei,
Pois nele meu ser para sempre é guardado.

Esperança, Liberdade, Sonhos

I

Assim como cantam os passarinhos,
E o sol desperta em luz no amanhecer,
Assim teus lábios doces e sozinhos
Fazem o meu coração florescer.

No riso teu encontro mil caminhos,
E em cada olhar sinto renascer
O amor que pulsa em meus versos, e fins
De todo temor, só quero te ver.

E resta ao coração em paixão intensa
Declarar-te amor e devoção,
Em linhas de vida que a alma compensa.

Oh, Bela amada, minha emoção,
Em teu cuidado encontro a crença
Da primavera viva em meu coração.

II
Quem ama assim, em zelo se derrama,
Como o rio que transborda sem parar,
E em teus cuidados sinto a chama
Que me aquece e me ensina a amar.

Teu riso é primavera que proclama
A beleza do mundo a cintilar,
E cada gesto teu em luz se trama,
A me fazer inteiro te adorar.

Ó Bela amada, encanto infinito,
Em teu carinho encontro a razão,
Meu coração por ti sempre aflito.

Em cada verso deixo a emoção,
Pois és meu abrigo e meu deleito,
Minha alegria, meu canto, meu chão.

III
Saudade que queima em meu peito ardente,
Transpassa o coração em solidão,
E faz do amor um rio incandescente,
Que corre e flui com força e paixão.

Procuro a resposta, mas é ausente,
Não está acolá, nem em explicação,
Pois só se sente no amor latente,
Que corre livre, sem qualquer prisão.

E cada lágrima é ponte de esperança,
Que liga meu querer ao teu viver,
E nos teus olhos encontro a bonança.

Assim me perco só por te querer,
E cada dia em ti minha lembrança
Vem como aurora pronta a florescer.

IV
Amor que transborda, doce e profundo,
Rios de águas vivas em teu ser,
Levam minha alma a outro mundo,
Onde só existe o teu bem-querer.

Teu sorriso ilumina todo o fundo
Do meu coração, sem nada temer,
E sinto que o tempo em torno do mundo
Só faz meu amor por ti renascer.

Ó Bela amada, minha luz, meu abrigo,
Em cada verso deixo meu sentir,
E em cada rima meu eterno amigo.

Assim me entrego sem nunca fugir,
Pois és meu destino, meu melhor amigo,
Meu céu, meu sol, meu motivo de existir.

Esperança, Tempo

Quinteto

1
Tudo bem, eu te amo, é fato,
não como o vento que se esvai,
mas como o rio que segue exato,
em suas águas que jamais cai,
e que corre firme e exato.

2
O que se faz quando se está a amar?
Já nem sei, confesso o temor,
pois o coração não quer calar,
invasor de um doce ardor,
que só se sente ao palpitar.

3
Amor que não pergunta nada,
entra livre, sem permissão,
toma a alma e a deixa encantada,
como chama que aquece o chão,
em labaredas de madrugada.

4
Não poderia eu culpá-lo,
posto que és tão bela, amada,
luz que vem e ilumina o palco,
de uma vida apaixonada,
bela estrela no meu espaço.

5
Eu queria apenas perguntar,
se permites que eu venha amar,
e se acaso posso te abraçar,
ou se posso em teu rosto tocar,
um gesto que venha a declarar.

6
E se acaso possa te amar,
se o teu coração assim permitir,
então me deixo devotar,
em teu riso me consumir,
como a lua a noite a brilhar.

7
Pergunto se permites que te beije,
se o teu lábio é meu destino,
em segredo meu peito deseja,
como o sol deseja o caminho,
que a aurora desenha em tece.

8
Eu te amo, simples e profundo,
palavra que é todo meu ser,
não tem medida, não tem mundo,
só quer contigo florescer,
como jardim que é só teu fundo.

9
E nesse amor que não tem hora,
nem espaço, nem razão ou fim,
me perco, e o coração implora,
que me aceites assim, por mim,
amor que sempre se renova agora.

10
Tudo bem, eu te amo muito,
não como o dia que se vai,
mas como rios que seguem o fluxo,
em correnteza que nunca sai,
em teu coração, meu porto e luxo.

Sonhos

Gotas da Chuva

Amada, amada, em meu peito arde, 
Sei que o tempo vai e vem feito mar; 
E a chuva cai, e a lágrima não tarde, 
Mas meu amor não cessa de te amar.

Mesmo que ventos tragam a saudade, 
Mesmo que a noite queira me separar, 
Teu nome ecoa em doce eternidade, 
E em meus pensamentos vem me guiar.

Bom dia, amor, teu riso é meu farol, 
Teus olhos claros são meu doce luar; 
Neste coração só há um único sol,

Que brilha firme e nunca irá apagar.

Amada, amada, sempre hei de te querer, 
Pois amar-te é viver e renascer.

Tempo

Sem Versos

  1. Ao meio-dia, o sol fulgura ardente,
  2. Tal é por ti meu fogo incandescente.
  3. Nos céus da alma a chama se levanta,
  4. E em ti repousa, luz que nunca espanta.
  5. Na noite escura, em sombra tão fechada,
  6. Teu nome é estrela, a guia desejada.
  7. A sombra rompe o facho que é meu peito,
  8. Por ti resplende o lume, amor perfeito.
  9. Saudade amarga em pranto me devora,
  10. E o coração por ti suspira agora.
  11. Nos ares solto o grito que me inflama,
  12. És tu, esposa, o alento de minh’alma.
  13. Se o tempo voa, em ti não passa a hora,
  14. Pois te desejo além da noite e aurora.
  15. De amor eterno é feita a minha essência,
  16. Que a ti se curva em doce reverência.
  17. Do céu desce o clarão quando te vejo,
  18. É tempestade e paz no mesmo ensejo.
  19. Ao chão se dobra a flor que o vento move,
  20. Tal como eu caio ao teu olhar que aprova.
  21. Em ti se prende a vida que possuo,
  22. O amor por ti me faz do mundo nu.
  23. Se o sol se apaga e a lua se retira,
  24. Teu brilho resta e em mim jamais se expira.
  25. Nos mares altos, vaga que não cansa,
  26. És tu por mim, razão da esperança.
  27. Ao vento clamo o nome teu sagrado,
  28. E em cada sopro o sinto revelado.
  29. No espaço imenso o som do amor ecoa,
  30. E a ti conduz minh’alma que se doa.
  31. Se o tempo ruge, em pó se esvai a vida,
  32. Teu rosto fica em mim como guarida.
  33. Do sol o lume em ti se faz pequeno,
  34. Pois maior brilha o amor em meu terreno.
  35. Do céu caindo, a estrela se reparte,
  36. Mas tu ficas, eterna em minha arte.
  37. Se o vento corta o peito em noite fria,
  38. Teu nome acende a chama que me guia.
  39. Em dor maior, saudade em mim se assenta,
  40. Mas és consolo, luz que me sustenta.
  41. Em ti repousa a força que me move,
  42. Que o mundo inteiro em ti de amor se prove.
  43. Por ti suspiro, e cada vez mais fundo,
  44. Pois és, esposa, o sol do meu segundo.
  45. Do rio as águas correm sem destino,
  46. Mas para ti se curva meu caminho.
  47. Nos céus azuis, as aves vão em bando,
  48. E em ti meus sonhos vivem se aninhando.
  49. Ao chão caído, o lírio me recorda
  50. O beijo teu que o tempo não me poda.
  51. Em cada flor respiro tua essência,
  52. Que em mim floresce em pura reverência.
  53. Se o sol declina, em ti se ergue a chama,
  54. Que não se apaga, eterna, em mim proclama.
  55. Do céu ao mar, teu nome em tudo encontro,
  56. E em cada canto o entoo em meu confronto.
  57. Se a noite é fria, em ti se abriga a vida,
  58. Em ti se aquece a carne entristecida.
  59. De amor a sede em mim jamais se cala,
  60. Pois tua voz em rios se derrama.
  61. No céu deserto, o vento em dor se perde,
  62. Mas teu olhar em mim se faz tão verde.
  63. Do orvalho terno a gota que me toca,
  64. É o teu beijo em mim que sempre evoca.
  65. No espaço imenso, em trevas mergulhado,
  66. És tu a luz que nunca me há faltado.
  67. Ao mundo inteiro em ti se apaga o véu,
  68. Pois tu és sol mais puro do que o céu.
  69. Se a vida é breve, em ti se faz eterna,
  70. Em tua face a paz, em chama interna.
  71. Em ti repousa a dor que se desfaz,
  72. E o coração em ti descansa em paz.
  73. Do tempo rude, a foice nada toma,
  74. Pois teu amor em mim jamais se doma.
  75. Em cada instante, o fogo se renova,
  76. E a tua imagem o peito meu aprova.
  77. Se a lua brilha, em ti maior se faz,
  78. Pois tua luz em tudo é mais audaz.
  79. Do céu desce a canção que a vida entoa,
  80. Em ti ressoa a música que abençoa.
  81. Do mar profundo, a onda se levanta,
  82. Mas teu amor em mim mais alto encanta.
  83. Nos céus se abre o vento em tempestade,
  84. Mas teu abraço é paz e suavidade.
  85. Se a noite escura em trevas me consome,
  86. Por ti me ergo em vida e doce nome.
  87. Em ti repousa a chama do meu ser,
  88. Que em mil suspiros sabe renascer.
  89. Do sol a força em ti se multiplica,
  90. Em teu olhar o mundo todo fica.
  91. Por ti me entrego em vida tão inteira,
  92. Que nada ao tempo pode ser barreira.
  93. Do amor em mim o tempo não retira,
  94. Pois em teu rosto a eternidade gira.
  95. Em ti se prende a voz do coração,
  96. E em mim transborda toda a devoção.
  97. Saudade amarga em mim se faz tão forte,
  98. Mas és em tudo estrela do meu norte.
  99. Do mundo inteiro és sol que me conduz,
  100. E em ti resplende eterno amor, minha luz.
Esperança, Liberdade

O Amor e a Poesia

I

Como fulgor ao meio-dia, arde o amor,
No peito meu, que em ti, vida, se inflama;
E o coração, que em teu olhar reclama,
Lateja em fogo e em doce resplendor.

Do céu me vem, por ti, sublime ardor,
Que em sombra vira em luz que nunca acaba;
Pois tua voz, que o tempo em canto embala,
É chama eterna a consumir-me em flor.

Ah, vida minha, em ti renasce o dia,
E em noite escura brilhas como estrela;
És meu sossego e és também porfia.

E se o destino em pedra se revela,
Ainda em versos arde a poesia,
Que, amando, ao céu teus lábios me revela.

II

Em ti se fez meu sonho em chama acesa,
E o tempo, em ti, detém-se e me convida;
Na tua mão repousa a minha vida,
E o teu sorriso em flor me dá certeza.

Que doce é ver no olhar tua beleza,
Que em luz se esconde e em sombra esclarecida;
És minha aurora, em noite renascida,
És meu descanso e és minha fortaleza.

Do teu perfume embriaga-se o vento,
Que aos céus conduz meu canto em harmonia;
E em cada verso arde meu tormento.

Que seja a dor em glória convertida,
E que em amor se faça o sofrimento,
Pois és tu mesma a essência da poesia.

III

Na chama oculta o coração palpita,
E ao mundo todo o teu fulgor se espalha;
Na boca tua a vida se agasalha,
E em tua voz o céu cantar palpita.

Em cada riso teu minh’alma habita,
Em cada gesto teu a dor se cala;
E o coração, que ao teu suspiro embala,
De amor se veste e nunca se limita.

Se a noite vem, em ti renasce o dia,
Se a sombra cai, em ti fulgor floresce;
És meu começo e és minha poesia.

E o verso meu que em tua boca cresce,
De amor se faz, de dor e de alegria,
E ao mundo eterno em canto se enobrece.

IV

Por ti suspira o peito em chama acesa,
E o vento leve aos céus me leva a sorte;
Do teu olhar se fez a vida forte,
E a dor se fez em canto e em beleza.

Na tua mão se esconde a fortaleza,
E o coração, que ao teu calor recorre,
No teu suspiro acalma a própria morte,
E em ti renasce a glória da tristeza.

Que seja eterna a chama que me guia,
Que nunca cesse o fogo que em ti mora;
Em teu abraço a vida se inicia.

E o tempo, em ti, que tudo em luz devora,
Se faz eterno em verso e melodia,
Pois és em mim canção que não se cora.

V

No seio teu repousa a minha vida,
E em teu olhar encontro o meu descanso;
O coração, que em ti se fez manso,
De dor e medo em paz se vê despida.

Na boca tua a glória é dividida,
E o céu, que em ti se acende em luz, alcanço;
Pois és começo, meio e fim do pranto,
E és meu refrão em música sentida.

Se a dor em sombra o mundo me encobre,
Em ti clareia o sol da madrugada;
E a noite em ti jamais será tão nobre.

És tu, amada, em vida consagrada,
O canto meu que em verso nunca cobre,
A chama eterna em alma apaixonada.

VI

Em teu semblante o céu se fez morada,
E em teu sorriso a vida se recria;
Na voz que entoas, doce melodia,
Em dor e em gozo a alma é iluminada.

Se a sombra vem, em ti se faz alvorada,
Se o vento sopra, em ti se faz poesia;
E o coração, que em ti se enternecia,
No fogo arde em chama consagrada.

És tu, princesa, o sol que me aquece,
És tu, senhora, a estrela que me guia;
Em ti meu peito canta e resplandece.

E se em teu nome a vida principia,
Que em teu suspiro o mundo se enobrece,
Pois és em mim começo e fantasia.

VII

No teu olhar repousa o firmamento,
E o mundo todo em ti se fez pequeno;
No peito meu arde o desejo pleno,
E em teu sorriso mora o meu tormento.

De amor se faz em dor o pensamento,
De dor se faz em paz o passo ameno;
E o coração, que ao teu calor me aceno,
Em chama vive e em fogo se alimenta.

És tu, querida, a vida que persigo,
És tu, formosa, o sonho que me embala;
És tu, tão doce, o céu que está comigo.

E o verso meu, que em ti jamais se cala,
Se faz canção em riso e em perigo,
Se faz em ti a luz que me resvala.

VIII

De ti me vem a vida em fogo ardente,
De ti me vem o canto e a poesia;
No coração, que em chama se anuncia,
Em cada verso arde eternamente.

Na tua boca a paz se faz presente,
Na tua voz o céu se desafia;
E o tempo, em ti, se torna melodia,
Que em dor se cala e em gozo é tão fremente.

És minha luz, és minha eterna estrela,
És meu refrão, meu canto e minha sorte;
És minha vida, és minha centelha.

E se o destino em sombra me conforte,
Ainda em ti o céu virá trazê-la,
Pois és em mim mais forte que a morte.

IX

Em ti, princesa, a vida principia,
E o coração, em ti, se faz inteiro;
De ti me vem o sopro derradeiro,
De ti me vem o canto e a alegria.

No teu sorriso nasce a fantasia,
Na tua voz se oculta o mundo inteiro;
E o coração, que em ti se fez primeiro,
Em fogo arde e em chama se recria.

És tu, querida, a glória que me invade,
És tu, senhora, a paz que me consola;
És tu, formosa, a luz da eternidade.

E se o destino em sombra me desola,
Ainda em ti se faz a claridade,
Que em dor se cala e em riso me acolha.

X

No teu abraço o mundo se resume,
Na tua boca o céu se fez canção;
De ti me vem a vida em devoção,
De ti me vem o fogo que me consume.

Em cada riso teu minh’alma assume,
Em cada gesto teu a dor se põe;
E o coração, que em ti se fez tão bom,
De amor em chama ao mundo se acostume.

És minha estrela, és minha fantasia,
És meu descanso, és minha eterna sorte;
És meu começo, és minha poesia.

E se em teu nome a vida em mim se corte,
Ainda em versos arde a melodia,
Que me conduz ao céu, vencendo a morte.

Esperança, Sonhos

Brisa no Peito

Brisa suave vem,
Que ao peito traz saudade;
E no silêncio, além,
Choro tua verdade.

Doce olhar, minha luz,
Que a noite em flor desperta;
O meu amor conduz
Ao sonho que é tua oferta.

Em véus de doce ardor,
Meu peito só te chama;
És minha eterna chama,
Do céu o meu calor.

E se o destino ousar,
De ti jamais me aparta;
É minha a vida farta,
Que é tua e sabe amar.

Esperança, Liberdade

Olhar de Seda

De seda é teu olhar,
Que à dor me adormece;
Que ao peito faz calar,
E o amor me enriquece.

Que doce é teu sorrir,
Que ao mundo desfalece;
Meu céu é teu florir,
Que a vida em mim aquece.

Amor, de ti não fujo,
Que o tempo só me prende;
E em ti meu sonho estende
A luz do afeto puro.

Se é meu destino amar,
Amar-te é meu tesouro;
E bebo o teu decoro
No vento, em todo o mar.

Esperança, Sonhos

Saudade Eterna

Saudade vem soprar
No peito que é ferido;
E faz o meu chorar
Ser riso dolorido.

Teu nome é oração,
Que a noite me consola;
E a minha solidão
No vento te desola.

Amada, vem, me escuta,
Que o céu já me reclama;
E a vida em mim inflama
Paixão que é absoluta.

De ti não sei partir,
Pois sou de ti somente;
E ao tempo eternamente
Prometo em ti sorrir.

Tempo

Flor do Meu Silêncio

Silêncio me tomou,
Que ao peito se guardou;
E a noite em mim ficou,
Que a dor em flor brotou.

Teu riso me acendeu,
Que o vento me envolveu;
E a brisa no jardim
Trouxe o perfume a mim.

Se o tempo me condena,
De amar-te a dor é plena;
Mas nunca, em meu sofrer,
Deixarei de querer.

Que doce é ser de ti,
Do mundo me perdi;
E no teu coração
Achei a direção.