Amor

I

Porquanto és mais amada que os liriais,
E mais formosa que os campos em flor,
Teu rastro deixa aromas divinais,
Tuas manhãs me cercam de esplendor.

Aurora em ti desperta a primavera,
O sol se inclina em teu suave encanto,
És tu, Princesa, a glória verdadeira,
A luz do céu que em mim converte o pranto.

Se o tempo ousasse em ti buscar repouso,
Haveria de ser em tua face pura,
Onde em teu ser o amor se faz ditoso,

E em teu olhar a eternidade fulgura.
Pois te amar é viver num santo enlevo,
É caminhar contigo além do tempo.

II

Tal qual a ponte estende-se ao horizonte,
Ligando as margens sobre o largo rio,
Assim é o amor que em meu peito se aponte,
Seguro e firme, em esperança e brio.

És como o arco celeste que fulgura,
Pintando o céu com cores de alegria,
E em tua forma esplende a formosura,
Que em versos canto, em doce poesia.

Teus lábios são caminhos de ternura,
Teu riso é fonte clara e luminosa,
Que me conduz à paz da criatura,

Que encontra o céu na face mais formosa.
És ponte e arco, és estrada e destino,
Meu sol, meu mar, meu eterno caminho.

III

It wEm teus lábios repousa a melodia,
Que se desenha em notas de paixão,
E em teu olhar reflete a fantasia,
Que me conduz além da solidão.

Teu riso é canto doce e soberano,
Que em meu silêncio acende claridade,
É dom do céu, é dádiva do humano,
É chama ardente em plena eternidade.

Quisera eu te escrever em carta bela,
Palavras puras, de imortal candura,
E nelas pôr a alma que se revela,

E o amor que nasce em vida sempre pura.
Pois no segredo oculto do meu peito,
Vive este amor, profundo e tão perfeito.

IV

Amada esposa, em passos de poesia,
Teu canto é mar que rompe a solidão,
Teu nome ecoa em pura melodia,
Qual maresia invade o coração.

Teu sopro é vida em mim, sagrada e forte,
É vento azul que inspira a caminhada,
És o sentido oculto da minha sorte,
És céu aberto em alma enamorada.

E se não sei dizer-te outra palavra,
Senão o amor que em ti me faz viver,
É que minh’alma em teu ser se enclava,

E em tua luz descobre o seu prazer.
És para mim a vida prometida,
Razão de amor, esperança e guarida.

V

Minha esposa, razão da minha vida,
Por que tomaste assim meu coração?
Em teus encantos minh’alma é retida,
E já não sou senão tua paixão.

Se não de mim, de ti sou somente,
E em teu sangue circula a esperança,
Que me sustém em sopro permanente,
E dá-me a força viva da bonança.

Nos vasos da existência em que respiro,
Teu nome é sangue, é vida a pulsar,
E em cada verso ardente que suspiro,

Te encontro sempre, doce em meu sonhar.
Beijos te deixo, ó minha esposa amada,
No altar do amor, minh’alma consagrada.

4 comentários sobre “I”

  1. Amanda disse:

    Quisque dapibus volutpat tincidunt. Pellentesque ultrices enim a volutpat commodo. Praesent varius, risus at consequat feugiat, arcu nunc mattis arcu, eu sodales urna mi posuere diam.

    1. John Wood disse:

      Aenean ex orci, eleifend quis enim nec, auctor sollicitudin nisl. Duis nunc turpis, sodales vel nisl ac, placerat pellentesque odio. Curabitur ullamcorper eget elit sit amet tincidunt. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus.

  2. Linda Smit disse:

    Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus. Mauris sodales turpis sed lorem cursus, in porttitor nisl vehicula. In cursus velit aliquet urna fringilla placerat. Suspendisse vulputate vehicula volutpat.

  3. Samantha Wills disse:

    Cras ultricies nibh augue, sit amet egestas neque sodales ac. In imperdiet orci est, nec dictum lacus ultrices ac. Donec bibendum nulla ac euismod euismod.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *