1
Tudo bem, eu te amo, é fato,
não como o vento que se esvai,
mas como o rio que segue exato,
em suas águas que jamais cai,
e que corre firme e exato.
2
O que se faz quando se está a amar?
Já nem sei, confesso o temor,
pois o coração não quer calar,
invasor de um doce ardor,
que só se sente ao palpitar.
3
Amor que não pergunta nada,
entra livre, sem permissão,
toma a alma e a deixa encantada,
como chama que aquece o chão,
em labaredas de madrugada.
4
Não poderia eu culpá-lo,
posto que és tão bela, amada,
luz que vem e ilumina o palco,
de uma vida apaixonada,
bela estrela no meu espaço.
5
Eu queria apenas perguntar,
se permites que eu venha amar,
e se acaso posso te abraçar,
ou se posso em teu rosto tocar,
um gesto que venha a declarar.
6
E se acaso possa te amar,
se o teu coração assim permitir,
então me deixo devotar,
em teu riso me consumir,
como a lua a noite a brilhar.
7
Pergunto se permites que te beije,
se o teu lábio é meu destino,
em segredo meu peito deseja,
como o sol deseja o caminho,
que a aurora desenha em tece.
8
Eu te amo, simples e profundo,
palavra que é todo meu ser,
não tem medida, não tem mundo,
só quer contigo florescer,
como jardim que é só teu fundo.
9
E nesse amor que não tem hora,
nem espaço, nem razão ou fim,
me perco, e o coração implora,
que me aceites assim, por mim,
amor que sempre se renova agora.
10
Tudo bem, eu te amo muito,
não como o dia que se vai,
mas como rios que seguem o fluxo,
em correnteza que nunca sai,
em teu coração, meu porto e luxo.
